É a hora certa de você entender que ele não te quer mais e que nem por isso é o fim do mundo.
E esta é a história da Fulaninha, menina bonita, inteligente, articulada, daquelas que aparentemente tem tudo o que você precisa, mas que por algum estranho motivo se perdeu no meio do processo e foi rebaixada de boa companhia para aborrecimento líquido e certo.
Estava saindo com a Fulaninha e passando por uma fase que exigia um pouco mais de intimidade (assunto para outro post) e então resolvi deixar a coisa correr um pouco mais frouxa, dei espaço para um pouco mais de carinho e tudo ia bem. Mas o que mais me impressionou é como uma pessoa por se apaixonar pode perder todo o critério a ponto de deixar toda a sintonia de começo de relacionamento ir por água abaixo.
A Fulaninha é uma menina “safa”, bonita, acostumada a ter todos aos seus pés e ao seu bel prazer e foi logo se enrolar com um tipo como eu, desapegado de tudo e de todos, portanto ela não poderia mostrar que estava apaixonada. Então o erro, antes de ser esperta ela é mulher. Tentava mostrar que não queria apego mas no fundo estava ávida para que eu a pedisse em namoro.
Recebi seus apelos com muita satisfação e vou neste caso não poderia ser cobrado por omissão. Quer coisa melhor? Mas como tudo nesta vida, nada pode ser bom demais. Bastou a primeira conversa no MSN (que está acabando com minha vida) no horário comercial para que toda incoerência feminina se instalasse em sua pessoa:
Fulaninha: “Oi José! Tudo jóia?”.
José: “Tudo e com você?”.
Fulaninha: “Também, e ai, que esta fazendo?”.
José: “Então estou no trabalho, já viu, segunda feira...”.
Fulaninha: “Queria saber se já pensou a respeito de nós dois?”.
José: “Sobre o que especificamente?”.
Fulaninha: “Ah José, não se faz de bobo, vamos assumir um ao outro ou não?”
5 minutos para atender um cliente...
Fulaninha: “José? Vai responder ou não vai? Ta falando com quem?”.
Fulaninha: “ José... se não vai conversar direito então avisa!”.
3 minutos para atender o telefone...
José: “Estou trabalhando como te falei, as vezes as coisas apertam.”
Fulaninha: “Não, não você faz isso, me deixa plantada”.
José: “Precisa entender que estou trabalhando, responsabilidades primeiro”.
Fulaninha: “Então você quer dizer que eu não sou importante para você?”
E não preciso contar o resto, todos sabemos que acabou em pizza, alias, em porcaria, até porque pizza é uma coisa boa (as vezes).
O dia todo se passou, sem contato algum. Como estava muito compenetrado nos problemas da empresa, não tive tempo de me preocupar com as inconstâncias alheias. Chego em casa um trapo humano e vou ver um filme. Quem me conhece sabe que é na realidade quando vejo filme eu durmo. As 22h quem me liga?
Fulaninha: “Oi José, preciso falar com você.”.
José: “Tudo e com você? Pode falar.”.
Fulaninha: “Olha, sei que estava trabalhando e não poderia exigir tanto de você. Prometo que não irá acontecer denovo.”.
José: “Então, não tem problema, mas abomino qualquer espécie de briga, se tem algo que te incomoda, pergunte antes de apedrejar ok?”.
Desliguei o telefone e logo cai no sono. Um dia inteiro se passou, daqueles que você reza para acabar. Chegando em casa, as “butinas” e tento assistir o filme do dia anterior, mas sem sucesso, cai no sono. Lá pelas tantas da noite, não consegui ver o relógio direito, mas era mais de 22h, meu celular toca:
Fulaninha: “Oi José! Tudo jóia?”.
José: “Tudo e com você?”.
Fulaninha: “Mais ou menos, quero que você se decida sobre nos dois.”.
José: “Bem, acredito que preciso de mais tempo para te conhecer melhor”.
É claro! Depois destes episódios o mínimo que preciso é de tempo para analisar a questão, mas confesso que já não estava mais afim. Toda vontade que tinha já havia se esvaído.
Fulaninha: “Tudo bem José, já entendi tudo, boa noite.”.
José: “Realmente entendeu? Tem certeza?”.
Fulaninha: “Ta entendi sim, boa noite?”
Entendo que quando uma pessoa diz ter certeza, ela realmente sabe o que está falando, então não preciso argumentar mais nada. Entretanto a verdade beira muito longe da compreensão. Quando chego no serviço, abro meu e-mail e me deparo com uma mensagem da Fulaninha que em suma só não falou dos meus olhos cor de jabuticaba. Mas teve um trecho muito curioso que dizia que eu estava a enrolando, que não tínhamos compromisso algum e que bastava dizer que não queria nada com ela.
Como falei anteriormente, eu até queria algo com ela, mas que em razão do acaso precisava analisar o investimento com mais afinco. Mas não adiantou nada, o tempo de um nunca é o tempo do outro e eu não sou a pessoa mais indicada para “insistir”. Ou seja, não respondi. Grave erro, é claro que recebi outro email, ligações, sms, sinal de fumaça.
Acabei reatando os pontos, mas é claro que ela já não era a pessoa mais adequada para partilhar minhas intimidades, mas que volta e meia poderia passear pelas minhas partes intimas.





