terça-feira, 21 de outubro de 2008

E quando tudo vai por água abaixo...


É a hora certa de você entender que ele não te quer mais e que nem por isso é o fim do mundo.


E esta é a história da Fulaninha, menina bonita, inteligente, articulada, daquelas que aparentemente tem tudo o que você precisa, mas que por algum estranho motivo se perdeu no meio do processo e foi rebaixada de boa companhia para aborrecimento líquido e certo.


Estava saindo com a Fulaninha e passando por uma fase que exigia um pouco mais de intimidade (assunto para outro post) e então resolvi deixar a coisa correr um pouco mais frouxa, dei espaço para um pouco mais de carinho e tudo ia bem. Mas o que mais me impressionou é como uma pessoa por se apaixonar pode perder todo o critério a ponto de deixar toda a sintonia de começo de relacionamento ir por água abaixo.


A Fulaninha é uma menina “safa”, bonita, acostumada a ter todos aos seus pés e ao seu bel prazer e foi logo se enrolar com um tipo como eu, desapegado de tudo e de todos, portanto ela não poderia mostrar que estava apaixonada. Então o erro, antes de ser esperta ela é mulher. Tentava mostrar que não queria apego mas no fundo estava ávida para que eu a pedisse em namoro.


Recebi seus apelos com muita satisfação e vou neste caso não poderia ser cobrado por omissão. Quer coisa melhor? Mas como tudo nesta vida, nada pode ser bom demais. Bastou a primeira conversa no MSN (que está acabando com minha vida) no horário comercial para que toda incoerência feminina se instalasse em sua pessoa:


Fulaninha: “Oi José! Tudo jóia?”.

José: “Tudo e com você?”.

Fulaninha: “Também, e ai, que esta fazendo?”.

José: “Então estou no trabalho, já viu, segunda feira...”.

Fulaninha: “Queria saber se já pensou a respeito de nós dois?”.

José: “Sobre o que especificamente?”.

Fulaninha: “Ah José, não se faz de bobo, vamos assumir um ao outro ou não?”


5 minutos para atender um cliente...


Fulaninha: “José? Vai responder ou não vai? Ta falando com quem?”.

Fulaninha: “ José... se não vai conversar direito então avisa!”.


3 minutos para atender o telefone...


José:Estou trabalhando como te falei, as vezes as coisas apertam.”

Fulaninha: “Não, não você faz isso, me deixa plantada”.

José: “Precisa entender que estou trabalhando, responsabilidades primeiro”.

Fulaninha: “Então você quer dizer que eu não sou importante para você?”


E não preciso contar o resto, todos sabemos que acabou em pizza, alias, em porcaria, até porque pizza é uma coisa boa (as vezes).


O dia todo se passou, sem contato algum. Como estava muito compenetrado nos problemas da empresa, não tive tempo de me preocupar com as inconstâncias alheias. Chego em casa um trapo humano e vou ver um filme. Quem me conhece sabe que é na realidade quando vejo filme eu durmo. As 22h quem me liga?


Fulaninha: “Oi José, preciso falar com você.”.

José: “Tudo e com você? Pode falar.”.

Fulaninha: “Olha, sei que estava trabalhando e não poderia exigir tanto de você. Prometo que não irá acontecer denovo.”.

José: “Então, não tem problema, mas abomino qualquer espécie de briga, se tem algo que te incomoda, pergunte antes de apedrejar ok?”.


Desliguei o telefone e logo cai no sono. Um dia inteiro se passou, daqueles que você reza para acabar. Chegando em casa, as “butinas” e tento assistir o filme do dia anterior, mas sem sucesso, cai no sono. Lá pelas tantas da noite, não consegui ver o relógio direito, mas era mais de 22h, meu celular toca:


Fulaninha: “Oi José! Tudo jóia?”.

José: “Tudo e com você?”.

Fulaninha: “Mais ou menos, quero que você se decida sobre nos dois.”.

José: “Bem, acredito que preciso de mais tempo para te conhecer melhor”.


É claro! Depois destes episódios o mínimo que preciso é de tempo para analisar a questão, mas confesso que já não estava mais afim. Toda vontade que tinha já havia se esvaído.


Fulaninha: “Tudo bem José, já entendi tudo, boa noite.”.

José: “Realmente entendeu? Tem certeza?”.

Fulaninha: “Ta entendi sim, boa noite?”


Entendo que quando uma pessoa diz ter certeza, ela realmente sabe o que está falando, então não preciso argumentar mais nada. Entretanto a verdade beira muito longe da compreensão. Quando chego no serviço, abro meu e-mail e me deparo com uma mensagem da Fulaninha que em suma só não falou dos meus olhos cor de jabuticaba. Mas teve um trecho muito curioso que dizia que eu estava a enrolando, que não tínhamos compromisso algum e que bastava dizer que não queria nada com ela.


Como falei anteriormente, eu até queria algo com ela, mas que em razão do acaso precisava analisar o investimento com mais afinco. Mas não adiantou nada, o tempo de um nunca é o tempo do outro e eu não sou a pessoa mais indicada para “insistir”. Ou seja, não respondi. Grave erro, é claro que recebi outro email, ligações, sms, sinal de fumaça.


Acabei reatando os pontos, mas é claro que ela já não era a pessoa mais adequada para partilhar minhas intimidades, mas que volta e meia poderia passear pelas minhas partes intimas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

zonas de meretrícios


Ironia do destino ou não, mas todo homem já visitou uma zona, se não visitou, ainda vai e se diz que não vai, ele esta mentindo. Logo eu nos meus anos domiciliado “por aí” tive a gratificante oportunidade de conhecer alguns. E confesso e acrescento:


José: “Quem não foi deveria ir”!


Sempre fui criticado pela minha honestidade e clareza em revelar minhas experiências de vida (matéria para outro post.), e demonstrar a posição positiva perante estes locais não fugiu a regra.

Caso prático:


Cicraninha: Mas José, você tem coragem de freqüentar esses locais”?

José: “Não é coragem, é buscar conhecimento”.

Cicraninha: José, conhecimento? Ai que nojo, Uiii”!


Percebem, a visão sobre o tema é depreciativa por natureza, e olha que a Cicraninha nunca pisou com seus lindos e imaculados pesinhos (Sim, os pesinhos dela são lindos) em um local como este. Como que foi sentir nojo? Tenho nojo de banheiro de praça, mulher bigoduda, quiabo, pagode, música sertaneja etc., pois conheço e tenho propriedade para tratar do assunto.


Mas a culpa não é da Cicraninha e nem dos seus lindos pesinhos, mas sim da nossa habilidade de apedrejar o desconhecido. A falta de informação sobre um determinado tema acaba por trair nossa percepção. Senão vejamos.


Os estabelecimentos de meretrícios estão apenas cumprindo sua função social e fazendo o dever de casa que o Estado esqueceu, pois através de sua iniciativa privada dão o devido amparo ao profissional.


Mas Eu fiz o meu dever de casa! Para escrever este post (leia-se inútil post) procurei informações sobre o tema. Através de uma pesquisa de campo entrei em contato com uma empresa conceito no ramo que com uma voz fanhosamente sexy disse sim ao meu apelo. Em função do caráter “pilantrópico” da pesquisa o nome da empresária e da empresa foram suprimidos. Segue abaixo:


José: “Sra. Cafefina, qual sua área de atuação temática?”

Cafetina: “Bem José, diria, Assistência Social e Geração de Trabalho e Renda”.


José: “Perfeito, poderia me falar do seu público alvo?”

Cafetina: “Adultos, Jovens, Estudantes Universitários, Empresários, Militares, Policiais, Marinheiros, bem, a sociedade civil em geral”.


José: “E qual seria a missão e os valores pregados por sua empresa?

Cafetina: “Promover a capacitação profissional e o desenvolvimento pessoal de jovens e adultas carentes, buscando (re) inseri-las no mercado de trabalho como cidadãs responsáveis e pró-ativas na construção de uma sociedade mais justa e fraterna”.


Jose: “Poderia fazer uma descrição de atividades e principais produtos?”

Cafetina: “Oferecemos cursos de formação profissional na área, oferecemos espaço para a convivência e socialização com o cliente, promovemos atividades práticas orientadas, auto-educativas, individuais e em grupo, voltadas para relações sociais, saúde, recreação, cultura e outros; também desenvolvemos trabalho contínuo de resgate de auto-estima, redescoberta do potencial, vocação, habilidades em geral e, por conseqüência, desenvolvimento de um posicionamento bastante consciente e ativo na sociedade e no núcleo familiar, estimula e acompanha os clientes em todo o processo, respeitando o perfil de cada um...”.


José: “Sra. Cafetina, quais foram os resultados atingidos pela XXX S/A?”

Cafetina: Mais de 200 profissionais formadas pelo projeto desde sua criação. Uma média de 45% atuantes no mercado. As quais 1/4 ainda permanecem vinculados como colaboradores do Projeto. O restante se aposentou precocemente por invalidez estética.


José: “Pois bem Sra. Cafetina, muito obrigado pela sua atenção?
Cafetina:
“A meu querido, não há de que.”


Enquanto me preparava para girar nos meus calcanhares...


Cafetina: “Mas... já que está por aqui não quer fazer um amorzinho para não perder a viagem?”.

José: “Cara Sra. Cafetina, fico lisonjeado com a oferta mas vim até sua presença com a competência de CITAR e não EXCITAR pessoas.”


Aff... Mundo capitalista...


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Chimpanzé está em depressão por falta de namorada!


Terça-feira, 10 de Junho de 2008


Estava procurado informações inúteis pela Internet e não sei como encontrei um notícia curiosa que dizia:

“Jimi, um chimpanzé de 23 anos que já foi macaco-propaganda da Pepsi, está sofrendo de depressão por falta de uma companheira no zoológico de Niterói, no Rio de Janeiro.”

Confesso, fiquei comovido pela situação crítica do nosso primo símio. É fato consumado que toda e qualquer fêmea é louca por natureza, (não vou entrar em detalhes, isso é matéria pra outro dia), mas mesmo assim, qualquer macho que se preze precisa de uma, duas ou mais fêmeas ao seu lado. É uma questão fisiológica, questão de sobrevivência do gene Y, afinal nestes tempos loucos de hoje por desuso pode acabar em esquecimento e as conseqüências são sérias.

É certo que depressão não é uma coisa lá de macho né, mas o macaco foi celebridade, eles têm estas coisas. Coisa de gente chique.

E ainda fica pior:

“Sozinho desde 1993, ele está cada vez mais triste. Quando melhora, tenta levantar a saia das funcionárias do Zôo de Niterói. Veterinários da fundação tentam encontram uma namorada para o animal”.

Daí fiquei estarrecido. Que coisa, o macaco ta muito bem. Levanta a saia da mulherada em um acesso de loucura e ainda tentam arrumar uma namorada pra ele?

Ta aí, Cara Pálida! O Macaco tem uma vida boa! Ser popstar, fazer sucesso, cair em depressão, ficar louco de pedra e ainda sensibilizar a comunidade?

Imagina eu? Passando por aquele período de vacas magras que nós homens tanto tememos, mas que é inevitável, sair correndo pelo shopping levantando as saias da mulherada? A idéia não é má não... seria até bem divertido.

Será que alguém vai se sensibilizar e procurar uma namorada pra mim? Ou me apresentar a irmã gostosa? Vão é me internar de vez!

É, eu quero mesmo é ser um macaco!

Nota de rodapé: Olhem a cara de "macaco velho" do Jimi... a mim você nao engana parceiro!

Frente Fria



Domingo, 8 de Junho de 2008


Mais uma tarde de sábado com tudo que temos direito, sol a pino, brisa fresca, cerveja gelada, lindas mulheres e trilha sonora de péssima qualidade, ou seja mais um belo dia na terra onde o Molusco é rei. Como sou novo por aqui, me sinto impelido a frequentar diversas reuniões sociais afim de me integrar com a nova vida que o acaso me proporcionou. Afinal, integração é tudo!

Vendo TV, o telefone toca:

Trimm... Triririmm...

José: Pronto?
Cicrano: Fala José!? Tudo bem cara? Ei, vamos para uma festa hoje!
José: Opa!
Cicrano: Passo ai lá pelas 15! Me espera ai.
José: Ok! Tô perando.

Volto para a TV e vejo o Boletim do Tempo. Diga-se de passagem a “garota do tempo” meu deus... que dizia:

Garota do Tempo: Uma frente fria avança sobre o Reino do Molusco e deve espalhar muita nuvens sobre a região...

Mal pressagio! Festa ao ar livre com tal previsão do tempo... hum...

Chegando ao evento... serei breve:

SUPIMPA!!!

Lindas mulheres desfilando com vestidos de sábado a tarde, daqueles soltinhos no corpo, que te fazem imaginar as coisas mais inimagináveis???? Neste exato momento me veio a lembrança da garota do tempo, e pensei:

"A frente pode ser fria, mas a traseira, meus amigos, a traseira..."

Conclusão


Sexta-feira, 30 de Maio de 2008


A coisa não tem segredo, a igualdade é garantida por lei, senão vejamos. Na Constituição Federal, está no seu preâmbulo como compromisso de assegurar a igualdade e a justiça, esta direito e garantia fundamental (CF, art. 5º): todos são iguais perante a lei.

Repete o seu primeiro parágrafo: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.

Não vou nem tocar no tema “igualdade formal e igualdade material” quanto menos na "máxima aristotélica" para abordar o caso, vou ser mais conclusivo.

A igualdade, portanto, resgatou a mulher daquela odiosa e ortodoxa condição de sexo frágil, negando sua inferioridade, recuperando seus valores individuais, personalíssimos e humanos, tornando-a acima de tudo "participativa".


Ja disse tudo nao?


Tentar entender a psique feminina desta maneira é como tentar explicar o inexplicável, ou seja, não faz sentido.

Mas sabe que esta situação muito me agrada? Tratá-las com igualdade me mostrou que Elas como "seres participativos" me dão mais valor, me aborreço menos, meus gastos caíram significativamente, aproveito melhor meu espaço e ainda tenho tempo hábil para os hobbies e amigos. Sabe o que mais? A cerveja de quinta feira no “Amarelinho” ainda continua de pé!

Elas continuam com as mesmas reclamações de sempre e eu continuo fingindo que me importo.

Só me resta a missão de aceitar a realidade e contribuir para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.


Viva a Igualdade!

A Igualdade

Terça-feira, 27 de Maio de 2008


Tema que causa muita indignação e dor de cabeça, mas como acordei de bom humor resolvi pensar um pouco melhor sobre o assunto.

Hoje percebi que não sou machista, já fui, e bem ortodoxo. Estas andanças por ai me mostraram que as coisas já não são mais como antigamente. Ser machista já não é tão bem visto.

E quando falo de antigamente não vou muito longe, dei uma olhada logo ali no início da minha maioridade, era machista, acreditava no sistema e até puxava cadeira (Elas sempre se sentavam na cadeira ao lado. Acredita? Já aconteceu com você?), abria a porta do carro e até deixavam me fazerem experimentar aquele tal de “petit gateau” que elas tanto gostam (Agora, cá entre nós, cara pálida... “Petit gateau” é muita frescura não? Coisa ruim!).

Voltando ao tema, esta coisa de igualdade chegou sem pedir licença, chutando a vida de todos e mudando tudo o que já estávamos tão acostumados.

Meus caprichos já não agradam as mulheres. Todo zelo passou a ser incômodo e cavalheirismo passou a ser machismo. É, entendi logo que as coisas tinham mudado, lutei bravamente, mas só colhi dores de cabeça e intermináveis discussões. A mudança era inevitável, desta vez era pra vale, a mulherada estava ávida por igualdade! (Em direitos! Em deveres passou de longe! Há!). A solução como tudo nesta vida, meu amigo, era simples – adaptação!

E como toda adaptação nunca foi fácil, eu me assustei, não fui em “doses homeopáticas”, não é da minha natureza, minha mudança foi 8/80. Toda mudança gera algum desconforto, e admito que no início, não me preocupar mais com os caprichos que proporcionava por um momento me incomodou - sempre fui um cara muito atencioso e prestativo.

Tratar tudo com igualdade era estranho para mim. As perguntas tilintavam na minha cabeça: Como falar pra rachar a conta do motel? Se eu paguei o jantar ela paga o motel? Meu bem, dinheiro ou cartão? Parece que a igualdade chegou pra ficar, mas não agradou a todos.

A medida que as idas a churrascarias eram bem mais freqüentes do que elas desejavam e as contas mais divididas percebi que algumas testas se franziam como quem quer saber: Mas que diabos é isso?

Há? E quando eu resolvi que meu carro também deveria ser contabilizado na relação? Lógico, você é um cara esperto, só vai fazer isso depois do primeiro encontro, sabe que se o fizer antes ela vai te chamar de sovina ou algo assim.

José: E ai? Onde nos encontramos? Que horas?
Ela: Ah meu bem, que acha de você passar aqui e pegar sua gatinha?
José: É completamente fora de mão. Faz assim, te pego no Terminal de Ônibus que é no caminho, certo? Beijo!
Ela: Eim!?... José?
José: Tuuuu... tu... tuuuu...

Compreende, tudo tem preço nesta vida, não existe almoço de graça e todo direto tem obrigações. Quer queira quer não.

O que eu entendi com isso?

Bem... amanhã eu penso melhor sobre isso..

E AGORA JOSÉ?




"Este blog está sendo analisado devido a possíveis violações do Termos de Serviço do Blogger".


Começamos de vento em ... bem... começamos bem... melhor assim.

DE VOLTA!

Saudações

Estive ausente por algum tempo, não que alguém tenha notado, afinal não vejo razão alguma para uma pessoa em sã consciência perder seu tempo por aqui.

Confesso que o período de inatividade foi uma fuga frustrada, já estava cansado de figurar como "sujeito" de todos meus casos, queria rir das desaventuras e dissabores alheios mas a natureza é implacável, inexorável por excelência, ou seja, nada mudou.

Portanto, após mudar de cidade pela terceira vez no mesmo ano e um longo e extenuante trabalho de campo o "E agora José?" está de volta.

As velhas "anedotas da carochinha" serão postadas pois são de grande importância na formação do meu caráter. Novas estão por vir. Disso tenho certeza.