Ironia do destino ou não, mas todo homem já visitou uma zona, se não visitou, ainda vai e se diz que não vai, ele esta mentindo. Logo eu nos meus anos domiciliado “por aí” tive a gratificante oportunidade de conhecer alguns. E confesso e acrescento:
José: “Quem não foi deveria ir”!
Sempre fui criticado pela minha honestidade e clareza em revelar minhas experiências de vida (matéria para outro post.), e demonstrar a posição positiva perante estes locais não fugiu a regra.
Caso prático:
Cicraninha: “Mas José, você tem coragem de freqüentar esses locais”?
José: “Não é coragem, é buscar conhecimento”.
Cicraninha: “José, conhecimento? Ai que nojo, Uiii”!
Percebem, a visão sobre o tema é depreciativa por natureza, e olha que a Cicraninha nunca pisou com seus lindos e imaculados pesinhos (Sim, os pesinhos dela são lindos) em um local como este. Como que foi sentir nojo? Tenho nojo de banheiro de praça, mulher bigoduda, quiabo, pagode, música sertaneja etc., pois conheço e tenho propriedade para tratar do assunto.
Mas a culpa não é da Cicraninha e nem dos seus lindos pesinhos, mas sim da nossa habilidade de apedrejar o desconhecido. A falta de informação sobre um determinado tema acaba por trair nossa percepção. Senão vejamos.
Os estabelecimentos de meretrícios estão apenas cumprindo sua função social e fazendo o dever de casa que o Estado esqueceu, pois através de sua iniciativa privada dão o devido amparo ao profissional.
Mas Eu fiz o meu dever de casa! Para escrever este post (leia-se inútil post) procurei informações sobre o tema. Através de uma pesquisa de campo entrei em contato com uma empresa conceito no ramo que com uma voz fanhosamente sexy disse sim ao meu apelo. Em função do caráter “pilantrópico” da pesquisa o nome da empresária e da empresa foram suprimidos. Segue abaixo:
José: “Sra. Cafefina, qual sua área de atuação temática?”
Cafetina: “Bem José, diria, Assistência Social e Geração de Trabalho e Renda”.
José: “Perfeito, poderia me falar do seu público alvo?”
Cafetina: “Adultos, Jovens, Estudantes Universitários, Empresários, Militares, Policiais, Marinheiros, bem, a sociedade civil em geral”.
José: “E qual seria a missão e os valores pregados por sua empresa?
Cafetina: “Promover a capacitação profissional e o desenvolvimento pessoal de jovens e adultas carentes, buscando (re) inseri-las no mercado de trabalho como cidadãs responsáveis e pró-ativas na construção de uma sociedade mais justa e fraterna”.
Jose: “Poderia fazer uma descrição de atividades e principais produtos?”
Cafetina: “Oferecemos cursos de formação profissional na área, oferecemos espaço para a convivência e socialização com o cliente, promovemos atividades práticas orientadas, auto-educativas, individuais e em grupo, voltadas para relações sociais, saúde, recreação, cultura e outros; também desenvolvemos trabalho contínuo de resgate de auto-estima, redescoberta do potencial, vocação, habilidades em geral e, por conseqüência, desenvolvimento de um posicionamento bastante consciente e ativo na sociedade e no núcleo familiar, estimula e acompanha os clientes em todo o processo, respeitando o perfil de cada um...”.
José: “Sra. Cafetina, quais foram os resultados atingidos pela XXX S/A?”
Cafetina: Mais de 200 profissionais formadas pelo projeto desde sua criação. Uma média de 45% atuantes no mercado. As quais 1/4 ainda permanecem vinculados como colaboradores do Projeto. O restante se aposentou precocemente por invalidez estética.
José: “Pois bem Sra. Cafetina, muito obrigado pela sua atenção?
Cafetina: “A meu querido, não há de que.”
Enquanto me preparava para girar nos meus calcanhares...
Cafetina: “Mas... já que está por aqui não quer fazer um amorzinho para não perder a viagem?”.
José: “Cara Sra. Cafetina, fico lisonjeado com a oferta mas vim até sua presença com a competência de CITAR e não EXCITAR pessoas.”
Aff... Mundo capitalista...
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